Vou contar a história de uma lâmpada, mais especificamente a lâmpada do quarto da minha colega de casa. Tudo nos levava a crer que ela, a lâmpada, havia fundido há uns tempos, até que hoje, quando o interruptor foi ligado por engano, ela voltou a funcionar como se nada tivesse acontecido.
Na minha cabeça está claro que a lâmpada precisava de repouso, ela andava a sofrer excesso de utilização devido a horas de trabalho extra durante a época de testes, pelo que decidiu que não aguentava mais e que o seu tempo de vida tinha chegado ao fim. Contudo, devido à preguiça da minha colega, que durante perto de um mês adiou a sua reposição, a lâmpada, iludida, começou a acreditar que só não fora trocada até aí porque a minha colega deveria considerar que o trabalho por si efetuado era radiante. Então, ao perceber que não seria substituída, decidiu voltar à vida. Após receber um ultimo sinal de apoio (leia-se: após a minha colega ter ligado o interruptor ao fim de todo aquele tempo) ela reacendeu tão luminosa como se de uma nova lâmpada se tratasse, em agradecimento pela confiança em si depositada.
Com isto concluí que, às vezes, o que precisamos é uma pausa, seja ela por que motivo for e tenha a duração que tiver, e que necessitamos também de alguém que acredite em nós, ou pelo menos que achemos que acredita. Estes dois fatores levar-nos-ão a voltar com uma luz e uma vitalidade extra, colocando-nos numa posição mais brilhante do que aquela onde estávamos até então.
Por isso, a fonte de iluminação da minha colega foi hoje a minha fonte de inspiração.
Beatriz Santos.
(15/05/2017)
PS: Era suposto isto ser minimamente sério. Enfim...
(15/05/2017)
PS: Era suposto isto ser minimamente sério. Enfim...



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