Mas, antes de começarem, tenho uma nota inicial!
Atenção! Isto não é um poema... é apenas um texto com parágrafos a meio das frases,
cujo fim das linhas rima de vez em quando, em sequências aleatórias.
cujo fim das linhas rima de vez em quando, em sequências aleatórias.
Podem prosseguir.
"Até hoje fui sempre futuro." José de Almada Negreiros
3. Eu era futuro
Eu era futuro. Não era o que eu era simplesmente,
Eu era quem sou. Eu era quem eu queria ser.
Caminhava na linha do tempo ansiosamente
O mais rápido possível, quase a correr.
O meu problema não era o espaço, era o tempo.
Estava presa entre os ponteiros de um relógio lento.
Não pertencia ali pois era algo que apenas mais tarde seria,
Mas, certamente, a altura certa para eu ser chegaria.
Enfim chegou! Chega todos os dias, ultimamente.
Sinto que a espera chegou ao fim, finalmente.
E como me agrada a sensação de ser agora,
Do futuro ter chegado nesta tão certa hora!
Só que eu tinha medo do que isto seria.
Por isso, foi difícil largar o passado conhecido
E a segurança da certeza do que era;
Presa no que até ao momento tinha vivido.
Contrariamente aos meus receios e hesitações
E de acordo com a minha imaginação e esperanças,
Agora é bom em quase todas as situações.
Apesar da nostalgia das lembranças.
Mesmo com a boa surpresa do que a vida me ofereceu,
A nuvem do medo do que aí vem ainda não desapareceu.
Continua carregada, largando as suas pingas, mesmo que ao de leve.
Por agora abri o guarda-chuva. Só me deixarei molhar em breve.
Beatriz Santos
(09/08/2017)



Jeez, que poetisa 😱
ResponderEliminarBuenissimo
Pensei que depois de um texto desta qualidade me retirassem esse título xD Obrigada, Vieite!! ;)
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